A Paróquia

A Paróquia

Relato Histórico de San Martin e da Igreja Nossa Senhora de Fátima

Residia no Recife dois portugueses já radicados no Brasil, sócios da Imobiliária do Nordeste. Eram eles: Francisco Queiroz de Oliveira e Albino. Anteriormente eles eram donos de um armazém de secos e molhados na estreita Rua das Florentinas, de 1945 a 1946, sendo eles donos de dois sítios onde está edificado o nosso San Martin. Eram eles: Souza e Engenho Boa Ideia. Mandaram fazer o levantamento topográfico e lotearam. Deram entrada na planta do loteamento na Prefeitura do Recife e no dia 26 de Abril de 1947 (mil novecentos e quarenta e sete) a referida planta foi aprovada e daí começou a venda dos lotes. Foram ruas dividindo as quadras e assim prosseguiu.

A Origem do Nome San Martin

O nome de San Martin originou-se em virtude dos que procuravam compras um lote, chegavam na cidade e perguntavam: – “Onde a gente pode apanhar o ônibus de San Martin?”;

San Martin era a avenida que começava na Caxangá e prolongava-se até o Bongi na estação Experimental de fruticultura e nas oficinas de carro e tratores do serviço de Produção Vegetal. Quando deu-se o loteamento foi prolongada até onde hoje é o terminal de ônibus.

Os conhecidos se encontravam no ônibus e perguntavam: – “Para onde vai? – Vou para San Martin comprar o lote”. E assim, foi generalizando San Martin.

Aqui só tinha quatro budegueiros, Manoel Calisto da Boa Ideia na Rua Duarte Filho, esquina com José Vita – do lado direito de quem vai ao Fada Hotel. No sítio do Souza, o Sr. Braz, dono da Estrela Dalva, tinha também, onde hoje é a casa de dona Purcina, mãe do falecido José Aguiar. Lá na Manoel Vieira outra venda ou bodega como se tratava na época. A bodega do capitão.

A primeira padaria edificada em San Martin foi a Padaria N.S. da Conceição de propriedade do Sr. Joaquim. Depois, ela pertenceu ao Sr. Albino – português, tio do Sr. Secundino. Albino vendeu ao Sr. Miranda e mudou de nome para Panificadora Paris. Depois passou para José Aguiar.

A segunda padaria foi aberta ali por trás (onde é hoje) a padaria São Benedito, do pai de José Aguiar onde é o mercadinho, na Rua Franco Ferreira, esquina com a Rua Gomes Porto.

Relato da Igreja de Nossa Senhora de Fátima

Em Maio de 1958 aqui, pela primeira vez. Estava arrumada (montada) uma montanha-russa. Era o primeiro movimento em prol da construção da nossa igreja, organizada por Chico da Mangueira, dona Eliza – que morava na Rua José Vita – e um rapaz por nome de Reginaldo de tal. Porém, este movimento não foi adiante. Esta festinha, localizada na antiga Rua Pio XII hoje, Visconde de Porto Seguro, de frente a Rua Pedro Boulitreau; ali só tinham duas casas, a de dona Severina de um lado e a outra de esquina com a Rua Pedro Boulitreau. Do lado esquerdo de quem vai para o terminal, por atrás da Madeireira Paris, tinha uma casinha onde uma bomba d’água, cujo fornecia água para o chafariz, situado a Rua José Calazans na ila Social contra o Mocambo, posteriormente foi uma casinha de vender carnes cujo dono era o Sr. Nezinho. Foi nessa casinha que foi celebrada a primeira missa em San Martin. Outubro de 1962. Eu já estava morando aqui, pois cheguei no dia 23 de Abril de 1959.

Essa primeira missa foi celebrada pelo Pe. José Maria – vigário de Jardim São Paulo. Foi neste mesmo dia que João Cabral, dono do Colégio Nossa Senhora de Fátima me chamou e a Antônio Egito para fazermos uma capela no terreno da Igreja. Compramos uns cabos e armamos uma coberta na frente da casinha para abrigar melhor os fiéis que vinham a Missa. Neste dia lançamos a campanha do tijolo. Cada pessoa que vinha à Missa trazia um tijolo. Depois a campanha do cimento e assim fomos juntando dinheiro e comprando material. Não posso dizer categoricamente o mês, mas me parece que foi de Maio para Junho; logo, começamos a construção da Capela de Nossa Senhora de Fátima.

Joãozinho, responsável pela finança, era ele que recebia o dinheiro e comprava o material. Eu era o recebedor dos óbulos para a construção. Diariamente, eu saia de porta em porta pedindo dinheiro para pagar o pedreiro, comprar material para custear as despesas. Antônio Egito só saia comigo nos dias santos e feriados, durante a semana erá o Senhor Callou.

Em Outubro de 1963, a Capela já estava com toda madeira em cima. Só faltava cobrir. Foi então que Joãozinho arranjou na CHESF (Companhia Hidroelétrica de São Francisco) uma lona de caminhão e cobrimos para assistirmos. A primeira missa na nossa capela. Nesta época não era mais Pe. José Maria, era Pe. Inácio vigário de Jardim São Paulo

Joãozinho combinou comigo e Egito para lançarmos a campanha da rainha da festa de Inauguração da Capela. Esta campanha era como uma eleição, havia os votos e eles eram vendidos. Esta foi a maior campanha que fizemos. Pagamos os nossos débitos e terminamos o nosso compromisso com os fiéis de San Martin, diga-se de passagem, povo bom, generoso que todas as vezes que batíamos nas suas portas éramos atendidos.

A inauguração da capela foi no dia 25/12/1963 com a coroação de Maria.

Vitorinha era filha do Sr. Benício e dona Berenice, a outra candidata era Ana Maria filha do Sr. Gerson do Centro Educativo Expedito Moura e assim encerramos os nossos trabalhos da capela.

Joãozinho continuou com seu colégio, Egito com seu emprego, porém, eu e minha Júlia, continuamos trabalhando na capela. Aos Domingos o Pe. Inácio vinha de Jardim São Paulo celebra a Santa Missa. Eu continuei batendo de porta em porta, porque o Pe. Inácio me incumbiu de fazer a coleta da (CAVFSP) Comunidade Assistencial Vinculada a Jardim São Paulo, a paroquia que San Martin era subordinada.

Ainda na gestão de Pe. Inácio, ele me encarregou de fazer a distribuição de alimentos aos pobres. Eu e Egito fizemos visita a todos os barracos dos pobres e cada um recebia um cartão e de 15 em 15 dias, fazíamos a distribuição. Mais adiante ele me entregou a direção desta distribuição, um cargo muito pesado pra mim porque os gêneros alimentícios eu tinha que pagar para retirar do armazém, retirava a ordem no palácio do arcebispo e levava para o armazém na Rua do Brum. Porém, para isso eu tinha que pedir ao povo de San Martin, batia nas portas pedindo e sempre era atendido, meu amigo Barbosa, Severino, meu amigo Chico da serralharia, esposo de dona Léa. O Rildo e tantos outros e não me recordo do nome poís já se passaram mais de 40 anos. Si que todos os que eu procurava sempre encontrava, eu fui o maior pidão de San Martin, assim dizia um amigo meu.

Sacerdotes, Diácono e Irmãs

Pároco – Padre Laércio José de Lima, SDB

Vigário paroquial – Padre Antenor de Andrade, SDB

Sacerdotes residentes na comunidade – Padre Fábio José Farias, SDB / Padre Gilvan Tavares, SDB

Diácono – Carlos Henrique de Oliveira Grangeiro.

Irmãs – (Cong. das Missionárias Claretianas):

  • Aparecida Silva
  • Cleane Rodolfo
  • Valdecir N. Queiroz

Nossas celebrações são cheias de graças, bênçãos, louvores a Cristo Jesus. E nossas orações são intercedidas pela Nossa Senhora de Fátima.

“Santíssima Virgem,
que nos montes de Fátima
vos dignastes revelar aos três pastorinhos
os tesouros de graças que podemos alcançar,
rezando o santo rosário…”

Local de encontro das grandes festas católicas de nossa comunidade.

Os fiéis vem até nossa pároquia para celebrar todas as festas cristãs, trazendo consigo a fé para a renovação de si e de um mundo melhor.