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A importância da Confissão

O papa Francisco destacou a importância da confissão ao comentar um texto de São Paulo, em missa.

“Alguns dizem: ‘Ah, eu me confesso com Deus. Mas é fácil, é como confessar-se por email, não? Deus está longe, eu digo as coisas e não tem um cara a cara, não tem um olho no olho. Paulo confessa a sua fraqueza aos irmão cara a cara. Outros: ‘Não, eu vou me confessar’ mas se confessam de coisas tão superficiais, que não têm nenhuma concretização. E isso é o mesmo que não fazê-lo”

, afirmou o Papa.

“Confessar os nossos pecados não é o mesmo que ir à uma sessão com o psiquiatra, nem ir para uma sala de tortura, é dizer ao Senhor: ‘Senhor sou pecador’, mas dizê-lo através de um irmão, para que este dizer seja concreto. ‘E sou pecador por isso, por isso e por isso”

, destacou Francisco.

“Concretização, honestidade e também uma sincera capacidade de se envergonhar dos próprios erros: não existem vielas nas sombras alternativas ao caminho aberto que leva ao perdão de Deus, a perceber no fundo do coração o seu perdão e o seu amor”

, continua o Pontífice.

Portanto, teremos uma semana cheia com horários para que você possa se confessar com Deus tranquilamente.
Acompanhe os horários:
Dia 03 – Segunda-feira
Nossa Senhora de Fátima das 19hs as 22hs

Dia 04 – Terça-feira
Dom Bosco das 18hs as 22hs

Dia 05 – Quarta-feira
Nossa Senhora Aparecida das 14:30 as 17hs

Dia 06 – Quinta-feira
Nossa Senhora de Fátima das 19hs as 22hs

Dia 07 – Sexta-feira
Nossa Senhora de Fátima, dia todo.

Dia 08 – Sábado
Nossa Senhora da Conceição 14:30 as 17hs

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A IGREJA EM DEFESA DOS MAIS POBRES – Considerações de PADRE LAÉRCIO, SDB, Paróquia N. Sra de Fátima – San Martin acerca da PEC 287/2016

Recife-PE, 15 de março de 2017.

Irmãos e irmãs,

Vivemos tempos difíceis em que o povo clama por reconhecimento /preservação dos seus Direitos.
Grande parte da nossa comunidade vive na linha tênue que separa a vida digna da simples sobrevivência. Por sentimento de partilha, o povo, unido, consegue minimizar as inúmeras injustiças que nos assola. Somos carentes de segurança, emprego, moradia digna, educação de qualidade e saneamento. Os grupos que detém melhores condições financeiras sempre estão em busca de soluções para o crescente número de irmãos que se encontram em desespero por não saber como alimentar suas famílias. Ano após ano a situação só se agrava e, especialmente no último biênio, os problemas vêm tomando dimensões alarmantes.

A fragilidade econômica provocou muitos questionamentos acerca do nosso futuro; escândalos de corrupção envergonharam nosso povo e uma brusca interrupção no nosso processo democrático deu lugar a um governo interino que posteriormente, tornou-se efetivo. Não julgamos oportuno questionar tal mérito e não desejamos levar esta reflexão ao campo partidário, entretanto, fica evidente o grande volume de pautas que rapidamente entraram em tramitação no congresso nacional após o impeachment da presidente eleita no último pleito. Muitas dessas pautas precisam, no nosso entender, ser submetidas a ampla discussão para que coletivamente sejam encontradas soluções. Sendo assim, não julgamos legítimos os debates em regime de urgência, carentes por transparência e, sobretudo, conduzidos por pessoas de idoneidade duvidosa. É bem verdade que denúncias de corrupção atingem quase todos os partidos e, por isso, entendemos que pautas importantes como as que estão em debate devem aguardar até que o “joio seja separado do trigo” (Mt 13,30), mas infelizmente, não vemos isso na prática.

Lamentamos que grupos visivelmente desgastados por sucessivos escândalos de corrupção estejam conduzindo profundas mudanças que, sem o aval do povo, ameaçam nossa dignidade, pois a maioria delas tenta suprimir direitos conquistados após anos de luta. Somos Igreja e a exemplo do Cristo reiteramos nossa opção preferencial pelos pobres! Sendo assim, nos declaramos contrários aos ataques a democracia, cerceamento de direitos, corrupção, desigualdade, aos atores políticos que legislam em causa própria e a proposta de acabar com a filantropia que historicamente presta importantes serviços aos mais pobres. Além disso, enfatizamos nosso compromisso de nos colocar contra a reforma da previdência, pois ela, sem qualquer pudor, pretende retirar o direito dos trabalhadores, sobretudo os mais pobres, de terminar seus dias na terra dignamente após uma vida de sacrifícios. Somos favoráveis a criação de uma ampla e transparente auditoria nas contas da previdência para, só assim, cogitar possíveis mudanças. Mas se ainda assim for necessário mudar algo que seja feito com o menor impacto possível aos mais pobres, resguardando sempre, os direitos adquiridos.

“Jesus, o carpinteiro (cf. Mc 6,3), dignificou o trabalho e o trabalhador e recorda que o trabalho não é um mero apêndice da vida, mas que “constitui uma dimensão fundamental da existência do homem na terra”53, pela qual o homem e a mulher se realizam como seres humanos54. O trabalho garante a dignidade e a liberdade do homem, e é provavelmente “a chave essencial de toda ‘a questão social’”55.” (Documento de Aparecida)

Paz e bem!

Com minha bênção e proximidade,

Pe. Laércio Lima, SDB

– Ajude-nos, compartilhando.

#Salesianos #PEC287 #PASCOMSanMartin

Postagem Original publicada em nossa página no Facebook

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Neste 1º de Março de 2017 foi celebrada a missa da Quarta-feira de Cinzas e também o início da Campanha da Fraternidade de 2017 (Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida). Tudo aconteceu no Jardim Botânico do Recife e na Fundação CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Recife – ambas situadas na BR-232, com a presença de Dom Fernando Saburido, Dom Antônio Tourinho neto, vários sacerdotes da Arquidiocese de Olinda e Recife, seminaristas, centenas de paroquianos, leigos e a imprensa/veículos de comunicação pernambucana estiveram presentes.

O local escolhido para sediar a abertura da Campanha da Fraternidade representa um verdadeiro santuário remanescente de Mata Atlântica, abrigando diversas espécies da flora ameaçadas de extinção. Adotando o tema Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida e o lema Cultivar e guardar a criação (Gn 2.15), a CF 2017 destaca seis dos biomas brasileiros que melhor representam a biodiversidade do país: Pampas, Cerrado, Amazônia, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica. (Fonte: Arquidiocese de Olinda e Recife)

Aqueles que representaram a nossa paróquia: nosso pároco Pe. Láercio de Lima sdb, Terço dos Homens, Salesianos Cooperadores e PASCOM.

Dom Fernando Saburido – Foto Pessoal (página do Facebook)

Gesto Concreto

Antes do início da Missa de Cinzas, o arcebispo Dom Fernando Saburido plantou uma muda de Pau-Brasil no jardim da Fundação CDL, ao lado do Jardim Botânico do Recife, como gesto concreto pela Campanha da Fraternidade. De acordo com Dom Fernando, o nosso planeta precisa de pequenos gestos que contribuam para a preservação das espécies ameaçadas de extinção. “Escolhemos o Jardim Botânico para que sirva de incentivo e estímulo para que cada pessoa adote pequenas ações em defesa do meio ambiente. ”, destacou o arcebispo metropolitano. (Fonte: Arquidiocese de Olinda e Recife)

Dom Fernando Saburido – Foto Pessoal (página do Facebook)

Mensagem do Dom Fernando Saburido para a Quaresma:

“A cada ano, na celebração da Quaresma e em preparação para a Páscoa, a Igreja nos convida a participarmos da caminhada pascal de Jesus. A Campanha da Fraternidade foi criada pela CNBB em 1963, quando o Concílio Vaticano II tinha vivido apenas sua primeira sessão. O objetivo da CF era aplicar as propostas do Concílio no Brasil, através de uma pastoral de conjunto, assumida por todas as dioceses do país e pelas forças vivas da Igreja. A intuição fundamental é que para vivermos a fé, precisamos atuar na solidariedade, cuidar mais intensamente da fraternidade entre as pessoas e da proteção à natureza como criação divina que a Páscoa de Jesus vem renovar.

Nesse ano, a Campanha da Fraternidade retoma o tema do ano passado sobre a terra como “casa comum, nossa responsabilidade” e o concretiza e amplia mais ainda aplicando-o à realidade brasileira. Propõe que organizemos a fraternidade em comunhão com os biomas que temos em nosso país e com os respectivos povos de cada bioma. O tema da CF 2017 é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida“. O lema é: Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15).

Chama-se bioma um conjunto de natureza que apresenta características iguais tanto na sua topografia, na distribuição de seus rios ou nascentes de água, na sua vegetação, clima, animais que ali vivem e principalmente a população que ali mora e sua cultura. No Brasil, temos, fundamentalmente, seis biomas: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, os Pampas e o Pantanal. Cada um desses biomas é expressão da rica e variada criação que nos foi presenteada amorosamente por Deus e por isso dele devemos cuidar.

Todos nós sabemos que, na realidade atual do país, a expansão das atividades agropecuárias e da urbanização no país tem provocado destruição ambiental. Embora possua uma grande biodiversidade, o Brasil corre o risco de perdê-la se continuamos nesse caminho que o papa Francisco denunciou: “Quando se fala de biodiversidade, no máximo pensa-se nela como um reservatório de recursos econômicos que poderia ser explorado, mas não se considera seriamente o valor real das coisas, o seu significado para as pessoas e as culturas, os interesses e as necessidades dos pobres”. (Cf. Laudato si, n. 190).

A CF 2017 é uma oportunidade para conhecermos melhor e podermos cuidar com mais amor da rica diversidade de nosso país, relacionada com todo o planeta. Ela nos convida a termos uma atitude solidária com os desafios de cada bioma, principalmente aquele no qual vivemos e do qual, de certa forma, dependemos nós e toda a natureza na qual estamos inseridos. No caso da nossa arquidiocese, vivemos todos na Mata Atlântica. Ela se encontra no litoral e percorre 17 estados de norte a Sul. Nela estão mais da metade dos municípios brasileiros. Na região da Mata Atlântica, se concentra 72% da população brasileira. Esse alto índice de povoamento e com forte urbanização faz com que da primitiva mata restem apenas uma porção ínfima (8, 5%). Essa destruição da natureza produz uma enorme deterioração no clima e na qualidade de vida da população, assim como ameaça a sobrevivência de muitas espécies vegetais e animais. Em nossa região, da Mata Atlântica restam apenas pequenos pedaços de verde, em meio à selva de pedra. Nossos rios estão poluídos e, com isso, toda a natureza está agredida e ameaçada.

Para mudar essa realidade, precisamos intensificar o cuidado amoroso com a natureza. O papa Francisco afirma: “Estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde” (LS 89). “Tudo está relacionado e todos nós, seres humanos, caminhamos juntos como irmãos e irmãs numa peregrinação maravilhosa, entrelaçados pelo amor que Deus tem a cada uma das suas criaturas e que nos une também, com terna afeição, ao irmão sol, à irmã lua, ao irmão rio e à mãe terra”. (LS 92).

Ao celebrar nessa Páscoa o memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus, somos chamados a entender que a paixão de Jesus se expressa hoje no sofrimento do povo pobre que enfrenta o aumento do desemprego, a deterioração das suas condições de vida e a negação dos seus direitos básicos de cidadania. A paixão de Cristo também se expressa na agressão contínua e situação de risco pela qual passa a Mata Atlântica e todos os biomas brasileiros.

Desejo a cada um/uma de vocês uma santa e renovada Quaresma e Páscoa de Jesus.

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo de Olinda e Recife

Confira as fotos da Celebração: